domingo, 20 de junho de 2010
Agora par.
Sim,abandonei!
Mas dessa vez não foi por profunda tristeza ou por pouco tempo para este espaço.Foi porque eu não quis, e pronto!
Parei um pouco de tentar fazer o máximo para agradar e comecei a apenas fazer (até agora tem funcionado bastante).
Tenho tido outras ocupações, não essas cansativas de trampo, são mais essas felizes,como coisas de coração, essas de coração que esta completo =).
E parece que quando você se sente completa tudo caminha. Comecei, voltei e passei a fezer coisas que tinha deixado de fazer ou que nunca tinha feito.
Voltei a ler =) (A menina que roubava livros)
Comprei um jogo (Clue)
Dou até bom dia para as pessaos (ahahahhahahahha)
enfim.
deixar de ser uma pessoa ímpar me levou a um novo degrau, um bem colorido =).
e para não dizerem que não sou uma boa brasileira 2x0 pro Brasil hj.
domingo, 30 de maio de 2010
ficando um pouco
Ohh, deixa de preguiça e leia tudo!É o que de mais belo há. Como uma pessoa capta tanto o pensamento de outra, de outras milhares. Não vejo como "o sentimento chulo" , vejo além, misto de felicidade e angustia, de velho e de novo.
Resíduos - Carlos Drummond de Andrade
De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço? vazio ? de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
parabéns!
Resíduos - Carlos Drummond de Andrade
De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço? vazio ? de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
parabéns!
sábado, 22 de maio de 2010
Moby - In this word

lordy don't leave me
all by myself
good times the devil
i'm a force of heaven
lordy don't leave me
all by myself
so many times i'm down
down down
with the ground
lordy don't leave me
all by myself
whoa, me in this world
Quando a gente junta com Moby fica mais bonito, mais emocionante.
pros MEUS dias de frio.
domingo, 9 de maio de 2010
.guardando
MARFÍSIA [Basílio da Gama]
Já, Marfísia cruel, me não maltrata
Saber que usas comigo de cautelas,
Que inda te espero ver, por causa delas,
Arrependida de ter sido ingrata.
Com o tempo, que tudo desbarata,
Teus olhos deixarão de ser estrelas;
Verás murchar no rosto as faces belas,
E as tranças de ouro converter-se em prata:
Pois se sabes que a tua formosura
Por força há de sofrer da idade os danos,
Por que me negas hoje esta ventura?
Guarda para seu tempo os desenganos,
Gozemo-nos agora, enquanto dura,
Já que dura tão pouco a flor dos anos.
Viajando de volta hoje, vendo as nuvens e tudo que elas contém, percebi como o tempo passou para mim, parece que foi repentino.
Mas não foi.
Já, Marfísia cruel, me não maltrata
Saber que usas comigo de cautelas,
Que inda te espero ver, por causa delas,
Arrependida de ter sido ingrata.
Com o tempo, que tudo desbarata,
Teus olhos deixarão de ser estrelas;
Verás murchar no rosto as faces belas,
E as tranças de ouro converter-se em prata:
Pois se sabes que a tua formosura
Por força há de sofrer da idade os danos,
Por que me negas hoje esta ventura?
Guarda para seu tempo os desenganos,
Gozemo-nos agora, enquanto dura,
Já que dura tão pouco a flor dos anos.
Viajando de volta hoje, vendo as nuvens e tudo que elas contém, percebi como o tempo passou para mim, parece que foi repentino.
Mas não foi.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
ser sendo.
'E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...'
Lembrei de um passado bom hj.
sábado, 20 de março de 2010
Calamidade vs. arte vs. protesto.
'Pichadores atacam mural d'Osgemeos em São Paulo.
Um grupo de pichadores atacou na madrugada de ontem um mural de 680m² da dupla Gustavo e Otávio Pandolfo.
Em menos de cinco horas a equipe da prefeitura limpou o local.Uma camada de verniz antipichação permitiu que fosse possivel remover as marcas do ataque.
Foi o mesmo grupo que pichou o Centro Universitário Belas Artes em 2008 e o pavilhão da Bienal.
"A idéia era protestar porque a cidade esta em calamidade ea prefeitura está gastando mais de R$200 mil para emelezar um muro". "Usar dinheiro publico quando tem favela precisando de ajuda não dá". Disse à Folha um dos pichadores que não quis ser identificado.
Sobre o mural escreveram a mensagem "R$200 mil em maquiagem e a cidade em calamidade" e ofensars pessoais ao prefeito Gilberto Kassab.'
Em suma essa é a reportagem que estava no jornal Folha de São Paulo hj.
Agora eu me pergunto, quem está certo?
'Pichadores e Grafiteiros não deviam lutar um contra o outro, são artes irmãs'. (Li em um blog que falava da notícia)
Os pichadores estão errados de manifetar-se sobre um problema real? Tá que não é nada legal pichar sobre o grafite dos irmãos lá, porque é a arte dos caras, não é só embelezar a cidade calamitosa, é uma forma de manifesto também.
Poderia ter sido feito em outro lugar a intervenção? Será que teria o mesmo efeito? As pessoas iriam saber o quanto foi gasto? E que o Kassab é bixa (hahahahaha).
Não acho que foi certo ou errado.
Só acho que primeiro vem a obrigação e depois a 'diversão'.
E como escreveu um amigo em seu blog:' Bora tomar uma que tá tudo nos conformes.'
(ou quase assim)
Um grupo de pichadores atacou na madrugada de ontem um mural de 680m² da dupla Gustavo e Otávio Pandolfo.
Em menos de cinco horas a equipe da prefeitura limpou o local.Uma camada de verniz antipichação permitiu que fosse possivel remover as marcas do ataque.
Foi o mesmo grupo que pichou o Centro Universitário Belas Artes em 2008 e o pavilhão da Bienal.
"A idéia era protestar porque a cidade esta em calamidade ea prefeitura está gastando mais de R$200 mil para emelezar um muro". "Usar dinheiro publico quando tem favela precisando de ajuda não dá". Disse à Folha um dos pichadores que não quis ser identificado.
Sobre o mural escreveram a mensagem "R$200 mil em maquiagem e a cidade em calamidade" e ofensars pessoais ao prefeito Gilberto Kassab.'
Em suma essa é a reportagem que estava no jornal Folha de São Paulo hj.
Agora eu me pergunto, quem está certo?
'Pichadores e Grafiteiros não deviam lutar um contra o outro, são artes irmãs'. (Li em um blog que falava da notícia)
Os pichadores estão errados de manifetar-se sobre um problema real? Tá que não é nada legal pichar sobre o grafite dos irmãos lá, porque é a arte dos caras, não é só embelezar a cidade calamitosa, é uma forma de manifesto também.
Poderia ter sido feito em outro lugar a intervenção? Será que teria o mesmo efeito? As pessoas iriam saber o quanto foi gasto? E que o Kassab é bixa (hahahahaha).
Não acho que foi certo ou errado.
Só acho que primeiro vem a obrigação e depois a 'diversão'.
E como escreveu um amigo em seu blog:' Bora tomar uma que tá tudo nos conformes.'
(ou quase assim)
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